segunda-feira, 16 de março de 2009

Das duas uma...


Os recentes números, que revelam que a criminalidade sofreu o maior aumento dos últimos 10 anos, merecem uma séria reflexão (Noticia). Não fora a (Proverbial) falta de memória do povo português e o Ministro Rui Pereira não teria condições para ocupar mais um dia o cargo de Ministro da Administração Interna. Se não Vejamos:

Sou só eu que me recordo de há uns meses atrás, este aumento de criminalidade violenta, nos entrar todos os dias pela TV? Isto aos mais afortunados, pois alguns cidadãos, não tendo a mesma sorte, sentiam na pele e não na TV a crescente insegurança.

Apenas eu vi os assaltos a bancos, ourivesarias e bombas de gasolina? Os carjakings e os tiroteios em bairros sociais? As imagens de videovigilância que, todos os dias, nos mostravam encapuçados com armas de calibre de guerra a roubarem tudo que tivesse valor?

E terei sido também só eu que ouvi o Sr. Ministro dizer “Não existe um aumento de criminalidade! Nada disso, apenas um maior mediatismo! Passa mais na televisão logo cria uma falsa sensação de insegurança nas pessoas!”? E assim foi, vezes sem conta este discurso (embrião da campanha negra) acompanhado de meia dúzia de acções policiais mediáticas sem qualquer tipo de resultado prático.

E agora Sr. Ministro? Só existem duas hipóteses:

Hipótese A – O Sr. ministro acreditava no que dizia, que não havia mais criminalidade. Isso faz dele incompetente, pois todos se aperceberam menos ele, o que não é admissível em nenhuma circunstância a um Ministro de qualquer tutela. Consequentemente tem de ser demitido.

Hipótese B – O Sr. ministro sabia perfeitamente que a criminalidade estava a aumentar (como qualquer português) e optou por mentir às pessoas. Nesse caso é mentiroso e tem de ser demitido.

Seja qual for o cenário é imperdoável e retira toda credibilidade a um Ministro que cada vez mais aparenta estar seguro no governo apenas por um “avental”.

Se eu fosse desconfiado poderia dizer que vejo aqui um padrão. A INSEGURANÇA era sentida por todos, o governo negou tudo até a frieza dos números porem a descoberto a realidade. Proponho-vos um exercício, substituam a palavra insegurança por a palavra crise. A CRISE era sentida por todos, o governo negou tudo até a frieza dos números porem a descoberto a realidade.

Como se diria num tribunal anglo-saxónico I rest my case.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Roma a arder


Quer se goste, quer não se goste, o comentador de futebol Rui Santos assumiu um grande protagonismo no futebol português, fazendo com que Domingo após Domingo, os seus comentários na SIC Notícias, fossem ganhando espaço entre todos que acompanham o desporto rei.

Com um estilo muito próprio, um misto de Velho do Restelo com Octávio Machado (vocês sabem do que eu estou a falar), foi cilindrando tudo e todos sem poupar ninguém. Ora ataca a Norte e o Sul salta de alegria, ora dispara a Sul e o Norte regozija. De mal dizer em mal dizer lá chamou a atenção!

A sua quimera – Verdade Desportiva – parte pressuposto que o futebol está todo podre (menos ele) e só as novas tecnologias na arbitragem e o fim de todos os que gravitam em torno do futebol o pode salvar! O método para provar a sua teoria é bater em tudo e todos, a torto e a direito, até (quase) parecer verdade.

Mas será este iluminado apenas um bota-abaixo ou será o salvador do futebol português? É apenas um dos próprios males que ele identifica, um parasita que vive não do futebol, mas do caos no futebol. Quanto pior as coisas estiverem, mais ele fala, quanto mais polémica, mais ele aparece, quantos mais protestos populares, mais ele tem que falar! Auxiliado pelos seus esbirros da imprensa sensacionalista desportiva, lá continua, qual Nero a incendiar Roma, apenas para que, com tudo a arder, tenha inspiração para a sua (fraca) poesia.

Tristes somos nós (eu incluído) que lhe damos atenção.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Diz-me com quem andas...

Independentemente de quem está no poder, as relações do Estado português com o Governo de Angola têm sido alvo de controvérsia ao longo dos anos. Mais importante que as relações institucionais entre duas nações (nem que sejam as mínimas), parece-me importante reflectir sobre as atitudes dos partidos políticos portugueses face à visita do Presidente José Eduardo dos Santos ao nosso país (NOTICIA).

Que o Partido Comunista aplauda o regime angolano não constitui nenhuma novidade por parte de quem já defende a Coreia do Norte e a soberania da China contra o Tibete. Contudo, suscita-me alguma estranheza o facto do PS e PSD serem coniventes e/ou passivos em relação a este assunto.

O défice de democracia é claro e evidente e causa alguma estupefacção esta aparente subjugação ao “novo-riquismo” Angolano em detrimento da consciência moral que os partidos políticos portugueses deveriam ter face ao problema dos direitos humanos em Angola, na medida em que não podem ser esquecidas todas as atrocidades cometidas pelo MPLA, sobre o próprio povo, desde a independência de Angola.

Estranha-se mais o PSD, pois ao PS já são amplamente conhecidas as amizades com Chavez e Kadafi, por oposição à falta de coragem em, por exemplo, receber oficialmente o Dalai Lama.

De louvar a oposição a este “satus quo” quer do CDS quer do BE (apesar das razões serem bem diferentes) que vão mantendo aceso o debate da “inocente” relação do Governo com tudo que é ditador.

Como sempre ouvi dizer à minha mãe “diz-me com quem andas……….”

sexta-feira, 6 de março de 2009

credibilidade ?

Penso que quando a suspeição é lançada, da forma que tem sido nos últimos meses, cabe a todos uma reflexão profunda, não só no futebol em particular, mas no estado da nação em geral. Porque o problema é mesmo esse SUSPEIÇÃO! O que diz o mais comum dos portugueses quando inquirido sobre a credibilidade dos tribunais, das investigações criminais ou da própria justiça? O que ouvimos diariamente quando ligamos a TV, e as casas pias, a pequena esmeralda ou mesmo o caso maddy nos invadem a privacidade, não só em formato de notícia, mas sempre com o “sábio” comentário popular que se segue? Ouvimos o de sempre. Que não há justiça, que não se acredita nos tribunais, nem nas polícias. Mas se quisermos generalizar, o que pensa o mesmo povo dos políticos? Tem credibilidade? A resposta a esta pergunta transforma-se em chavão, “são todos iguais” ou então "Já não acredito em nenhum”. Quando saímos da politica e entramos por exemplo nos grandes empresários? Ainda na voz do povo “não passam de uns chulos, todos corruptos!”

Encaro com uma certa naturalidade que no caso do futebol a opinião popular seja igual.

Disse e repito! O problema esta na credibilidade pois das duas uma! Ou o povo tem razão, e não há classe que se safe neste nosso jardim beira-mar plantado, ou, o povo não sabe o que diz e é tudo gente séria! Contagiado pela descrença popular começava também eu a pensar que ninguém merece crédito! Nem Parlamento nem governo, nem políticos em geral! Nem juízes, nem gestores nem patrões de qualquer tipo! O Povão de todos duvida, e a nenhuns dá credito! Mas é então que surge uma luz ao fundo do túnel, uma “prestigiada” meretriz, conhecida de todos os varões da Invicta, decide escrever um livro! Livro esse que para além de algumas calúnias aponta também algumas suspeitas sobre certas pessoas e instituições.

Talvez ocupando no coração do povo um espaço vazio deixado pelo nosso sebastianismo, de repente, essa meretriz transforma-se talvez na única coisa credível em Portugal! De todos os supra mencionados o povo duvida, mas e dela? Dela não.. Com uma fé quase no patamar da religiosidade, o povo grita que ela tem razão, que é 100% credível e que quer sangue… se isto só por si não fosse curioso (ou mesmo digno de estudo sociológico) as próprias instituições nacionais (neste caso a procuradoria geral da republica, também ela sempre vítima da desconfiança popular) decide investir uma confiança dogmática na “senhora” criando uma task force de magistrados, pagos pelo nosso dinheiro, Para investigar certas ofertas de relógios e outros delitos menores.

Visto não haver delitos graves ou associações criminosas preocupantes desde gangs, máfias, pedófilas, assassinatos entre tantas outras coisas em Portugal, o “olho cego” da justiça vira-se para as palavras da meretriz!

Que conclusões podemos tirar? Quando todos são suspeitos e ela não? Quando o povo desconfia de todos e dela não? Quando ninguém com cargos de responsabilidade no pais merece credibilidade e ela merece? A conclusão poderá ser apenas uma!

Temos de criar um parlamento só de prostitutas, um governo de meretrizes, uma justiça de kengas, as empresas geridas por escorts e desta forma o povão já acredita piamente em tudo que elas disserem!

Os mais atentos ao texto poderão desarmar este argumento facilmente e dizer-me “ mas ó Fernando, nem todos acreditam nela! Só entre 6 a 8 milhões de portugueses, ou outros sabem que ela é uma prostituta e por dinheiro abre as pernas ou a boca! e que em ambas as situações pode fingir!”

Eu sei meus amigos eu sei…. Foi apenas um pensamento….

Definições nas Autárquicas em Coimbra

O CDS/PP de Coimbra, num claro sinal de vitalidade, apresenta o seu candidato autárquico. (VER NOTICIA). O nome avançado é o de Luís Providencia actual vereador do executivo conimbricense e também presidente da concelhia popular.
Sozinho ou em coligação o caminho do CDS/PP está definido. Um sinal de segurança e estabilidade importante atendendo a todas as indefinições do "centrão".

quinta-feira, 5 de março de 2009

A Tolerância zero

Nada como abrir o blog com um post sobre o título do mesmo. O conceito de tolerância zero é curioso. Certo dia, um amigo meu tentou explicar a um sueco este conceito, falava-lhe no caso concreto das estradas, de como umas tinham tolerância zero e outras não. O sueco pura e simplesmente não percebeu. Se a lei impunha limites iguais em estradas diferentes, porque haveria de haver uma distinção no cumprimento da lei? Para nós, nada mais normal, para eles incompreensível. Deu-me que pensar. Em Portugal as leis só são cumpridas com sublinhados destes. O conceito de tolerância zero nas estradas é assim uma espécie de aviso por parte das autoridades “vá, nesta é mesmo para andar a 90!”, basta pensarmos um pouco para perceber que isto se aplica a quase tudo na nossa sociedade, é uma questão cultural.